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Salários baixos e crédito restritivo aniquila comércio

O jornal Folha da Manhã, deste domingo, publicou matéria sobre a falta de dinheiro em Campos dos Goytacazes. Os comerciantes reclamam dos poucos negócios e culpam o atraso na transferência dos royalties de petróleo. Quero lembrar as nossas discussões anteriores sobre a fragilidade do comércio na região Norte Fluminense, fundamentalmente, em Campos, Macaé e São João da Barra. Já identificamos a tempo que a renda média do trabalho em Campos é baixa, atingindo 2,5 salários mínimos mensais. Faltam negócios industriais capazes de articular cadeias produtivas de maior valor agregado e, consequentemente, salários maiores. A massa salarial no municípios concentra 35% na administração pública e 34% em serviços de baixo valor. Por outro lado o quadro é de forte endividamento das famílias, encarecimento e restrição do crédito, condições que inibem a atividade comercial. Portanto, nesse momento, o atraso na transferência de royalties não tem influencia na depressão do comércio local.

O peso do agronegócio brasileiro

01/08/2014 às 20h10 Agronegócio contribui com 44,4% da balança comercial, diz CNA Por  Fernanda Pressinott | Valor SÃO PAULO  -   A exportação do agronegócio brasileiro somou US$ 49,6 bilhões no primeiro semestre deste ano, uma queda de 0,92% em relação ao mesmo período de 2013. A importação foi de US$ 8,8 bilhões (aumento de 0,2%), resultando em superávit de US$ 40,8 bilhões no período. Os dados fazem parte do boletim do Agronegócio Internacional, elaborado pela Superintendência de Relações Internacionais da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a partir de dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic), e divulgado hoje. De acordo com o boletim, o agronegócio contribuiu com 44,4% da resultado da balança comercial do país no primeiro semestre. O desempenho do setor, diz a CNA, contrasta com o resultado negativo da balança comercial do país, que teve déficit de US$ 3 bilhões no acumulado de 2014. As exportaçõe...

Exportação de Minério de Ferro em julho

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O mercado de minério de ferro no exterior vem exercendo forte pressão sobre os fornecedores, cujo reflexo é a queda no preço em tonelada, de forma acentuada. Em julho, a queda da receita correspondente a exportação do minério brasileiro atingiu 5,47% em relação a junho, enquanto o volume embarcado cresceu 5,27% no mesmo período.  O preço negociado em julho foi menor 10,36% do preço negociado em junho. Na comparação com o preço de julho de 2013, foi verificado uma queda de 21,94%. O gráfico apresenta a trajetória dos preços negociados nos anos de 2012; 2013 e 2014. 

Exportação de Açúcar em julho

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O comércio exterior de commodities brasileiras vem delineando um quadro que preocupa. Veja que enquanto em julho foi verificado um acréscimo de 35,26% na receita em dólar, correspondente a exportação de açúcar, o volume embarcado cresceu 37,03% no mesmo período. A diferença foi a queda de 1,28% no preço. O gráfico apresenta a trajetória do preço negociado nos anos de 2012, 2013 e 2014. Em julho de 2012 o valor do açúcar atingiu US$ 516,9 em julho de 2013 caiu US$ 411,7 ou -20,35% e em julho de 2014 caiu para US$ 394,9 ou -4,09%. Considerando a expectativa de aumento da oferta mundial da commoditie, por intervenção da Índia, o quadro fica complicado, especialmente para o Brasil.

A Atividade Industrial Brasileira em 2014

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Um semestre negro para a indústria brasileira, que se mantém em uma trajetória de queda. Neste ano, a queda acumulada de janeiro a junho chegou a -2,6%, situação que piora na avaliação do período de junho de 2014 a junho de 2013, onde a queda é de -6,9%, considerando a indústria total. Os números mostram que a ocorrência de queda não está concentrada em um setor ou outro, atinge todos, o que é preocupante. O setor de bens duráveis apresentou uma queda de -8,6%, enquanto o setor de bens de capital encolheu -8,3%. No período de 12 meses, considerando junho de 2014 e junho de 2013, o setor de bens de capital encolheu -21,1%, enquanto o setor de bens duráveis encolheu -34,3%. Os especialistas tem considerado que a copa do mundo exerceu um papel importante na queda da indústria, entretanto os problemas vem se arrastando por mais tempo. A queda de confiança dos empresários tem inibido o investimento, conforme mostra muito bem o setor de bens de capital, en...

O emprego formal no comércio da região Norte Fluminense em 2014

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O emprego formal no setor de comércio, na região Norte Fluminense, tem sido sofrível em 2014. O gráfico apresenta a evolução do saldo gerado nos meses desse ano. Em Campos dos Goytacazes, mesmo considerando o início da safra de cana de açúcar em maio, foi verificado a eliminação de emprego no comércio, neste semestre. O saldo foi negativo em 311 vagas , ou seja, as demissões superaram as admissões neste período.  Em Macaé não foi diferente. Apesar dos substanciais investimentos na atividade petrolífera, o saldo de emprego no comércio foi negativo, com a eliminação de 166 vagas no mesmo período.   O município de São João da Barra apresentou um resultado positivo. Foram criadas 12 vagas de emprego no comércio em 2014. Apesar do resultado positivo, podemos afirmar que é insignificante, tendo em vista os investimentos no Porto do Açu. Conforme podemos observar, os grandes investimentos públicos e privados na região não geram emprego no comércio. Esse é um problema que pr...

O Grupo EBX ainda vive!

Eike Batista será homenageado pela representação regional da Firjan com a medalha "Construtor do Desenvolvimento Regional", pela implantação do Complexo Portuário do Açu. Essa notícia me levou, imediatamente, a pensar sobre a cultura de desvalorização local que está latente por essas bandas. Por que temos valorizar sempre o que vem de fora? Aliás, de que desenvolvimento regional estão falando?