O setor Sucroalcooleiro Fluminense: erros de avaliação

Na verdade, uma leitura mais criteriosa mostra que outros estados, depois da desregulamentação do setor, passaram a adotar paradigmas tecnológicos para criar produtos e processos melhorados com vista a melhorar o padrão de competitividade. Nesse contexto, surgiram programas de melhoramento genético e manejo varietal da cana, que impulsionaram estados como São Paulo, Paraná, Goiás e Mato Grosso.
Ao contrário, o Rio de Janeiro já registra declínio na primeira e segunda fases de evolução da atividade. A primeira fase de 1975 a 1979, considerada como a de crescimento moderado e a segunda fase de 1980 a 1985, considerada como a de expansão acelerada, o Rio já tinha perdido 5 usinas, ou seja, menos 25% do parque.
A terceira fase, considerada a da desaceleração ocorreu no período de 1986 a 1995, período em que a metade do parque tinha desaparecido. O gráfico acima mostra a trajetória do parque, através do número de usinas por período.
Se considerarmos que durante os anos setenta e oitenta o fluxo de recursos financeiros era substancial para essa região, é facil pressupor que o problema da atividade, definitivamente não se resume na falta de dinheiro.
O setor não acompanhou a evolução tecnológica, mesmo quando havia financiamento fácil. E não consegue mais competir com outros estados. E agora o grande dinheiro da região vem do petróleo, ofuscando totalmente os negócios baseados na cana.
ResponderExcluirRealmente as transferências de royalties ofuscam as outras receitas, o que é um problema. O petróleo é finito e existe forte pressão de outros estados por uma nova distribuição, onde os municípios produtores teriam suas indenizações reduzidas. Assim, as receitas oriundas das atividades de base são relevântes e devem ser potencializadas. Por exemplo, mesmo fragilizado o setor sucroalcooleiro é muito importante para Campos e região, o que não quer dizer que dinheiro público deve ser distribuido sem nenhum critério.
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